Trabalhadores traídos pela <i>Transdev</i>

Desde 1 de Abril que 13 trabalhadores despedidos da empresa Transportes Rodoviários Portugueses do Norte (TRPNCaetano Cascão Linhares, António Seabra, reclamam, diante dos escritórios do Grupo Transdev, a sua reintegração.
Foram informados do despedimento, só na véspera, através de uma chamada telefónica. Os trabalhadores tentaram, até dia 8, obter explicações da empresa, mas esta não os recebeu nem prestou qualquer explicação.
Manifestando solidariedade com esta luta pela reintegração destes funcionários, o deputado do PCP, Agostinho Lopes, encontrou-se com os trabalhadores, dia 8, e acusou a empresa de apenas pretender destruir os postos de trabalho, lembrando que o Grupo Parlamentar comunista intercedeu junto dos organismos responsáveis e questionou, na Assembleia da República, o Ministério dos Transportes e o Ministério do Trabalho.
Segundo o delegado sindical do STRUP/CGTP-IN e motorista na TRPN, Casimiro Ferreira, a atitude da administração «não passa de um acto de vingança».
«Prometeram manter todos os postos de trabalho e agora não temos um, sequer», lamentou o motorista da TRPN, Joaquim Rodrigues, que considerou ter sido traído.
Com a aquisição da Caetano Cascão Linhares pela Transdev, a 1 de Agosto de 2008, todos os activos da empresa e os seus trabalhadores passaram para a TRPN, em regime de exploração temporária. Mas este regime prolongou-se até 25 de Março de 2009, a data em que a aquisição foi formalizada, a partir da qual os trabalhadores foram sendo pressionados para rescindirem os contratos, sob a ameaça de despedimento colectivo. Perante as pressões, muitos rescindiram os contratos e foram substituídos por outros trabalhadores do grupo ou por contratados a prazo.
Nem a Segurança Social, principal credor da CC Linhares, nem a Autoridade para as Condições de Trabalho, informadas da situação, se pronunciaram sobre o despedimento dos últimos 13 trabalhadores da TRPN.


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